segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Ressaca

Estava exposto ali, no meio do mato amassado pela briga. Sangue escorrendo... Não! Sangue seco! O mundo, ao girar, acelerou o relógio. Quantas horas são? Meio dia se passou e o corpo, sentindo as protuberâncias do solo irregular, deu a partida no motor da vida rota que, mesmo em frangalhos, teimava em resistir. Havia sucumbido ao ódio dos amigos. Por quê, não lembrou, ainda que o sonho de momentos atrás fosse real demais: o zíper aberto, a cara de terror da menina e o cheiro de uísque azedo, denunciando a festa que deveria ser, apenas, mais uma farra inconsequente de depois da escola.

Nenhum comentário: